Brasil: Atividade e emprego voltam a cair

De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), em abril, considerando os dados livres de influências sazonais, a maioria dos índices dos Indicadores Industriais mostra variações negativas. As horas trabalhadas caíram pela terceira vez em quatro meses e a utilização da capacidade segue reduzida.

O faturamento também recuou, revertendo o crescimento observado no mês anterior. No mercado de trabalho, houve queda do emprego, assim como da massa salarial. Apenas o rendimento médio real aumentou na comparação
com março, influenciado pela queda acentuada da inflação nos últimos meses.

A comparação dos indicadores do primeiro quadrimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 também registra queda tanto dos índices de atividade quanto dos relacionados ao mercado de trabalho.

 

Faturamento volta a oscilar

O faturamento industrial caiu 3,1% em abril, descontados os efeitos sazonais. A queda reverte o crescimento do mês anterior e leva o índice para o menor valor do ano na série dessazonalizada. O faturamento de abril de 2017 é 9,9% inferior ao registrado em abril de 2016 e o faturamento acumulado no 1º quadrimestre de 2017 é 7,8% menor que o observado em igual período de 2016.

 

Emprego mostra nova queda
O emprego recuou 0,6% em abril na série dessazonalizada. Ao se comparar o emprego do primeiro quadrimestre de 2017 com o mesmo período de 2016, registra-se queda de 4,3%.

 

Horas trabalhadas registram a terceira queda no ano
As horas trabalhadas na produção caíram 1,3% na passagem de março para abril, na série dessazonalizada. A queda é a terceira registrada nos quatro meses de 2017. Na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2017 e de 2016, as horas trabalhadas recuam 4%.

 

Massa salarial volta a cair
A massa salarial real recuou 0,4% em abril, na série dessazonalizada. A massa salarial real acumulada no primeiro quadrimestre de 2017 é 4,8% inferior à registrada em igual período de 2016.

 

Rendimento médio cresce pelo segundo mês consecutivo
O rendimento médio real cresceu pelo segundo mês consecutivo, na série livre de efeitos sazonais. O aumento entre março e abril foi de 0,5%, que se soma ao 1,3% de crescimento observado no mês anterior. O rendimento real registra queda de 0,5% na comparação entre os primeiros quadrimestres de 2017 e 2016.

 

Utilização da capacidade segue reduzida

A utilização da capacidade instalada segue oscilando em patamar muito baixo. A utilização da capacidade instalada ficou em 76,7%, na série após os ajustes de sazonalidade. Trata-se de queda de 0,5 ponto percentual, que reverteu o aumento do mês anterior. A utilização média nos quatro primeiros meses de 2017 é 0,7 ponto percentual menor que a observada em igual período de 2016.

 

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