Pesquisa revela que só metade das empresas checam irregularidades em terceirizadas

Apenas a metade das empresas brasileiras dizem analisar os riscos que as terceirizadas que contratam podem representar como praticarem corrupção, promover a lavagem de dinheiro ou usar trabalho análogo à escravidão. A informação foi publicada pelo jornal Folha de São Paulo na quinta-feira, 8. Segundo a reportagem, cerca de 55% das companhias fazem due dilligence (análise de risco) das subcontratadas. O percentual está abaixo da média mundial, de 62%.

Os dados são da pesquisa “Risco de Terceiros”, realizada pela agência Thomson Reuters, e que ouviu mais mil empresas em nove países. No Brasil, participaram do levantamento 120 empresas.

Entre as companhias avaliadas, cerca de 66% afirmaram não saber o grau de “quarteirização” de suas cadeias, que significa a subcontratação de outras companhias. Uma realidade muito comum no setor têxtil por exemplo em que grandes marcas de roupa estiveram envolvidas em denuncias de trabalho escravo em sua cadeia de produção, por exemplo.

A pesquisa também revelou que as empresas analisadas não fazem o monitoramento de práticas de corrupção e uso de trabalho análogo ao escravo, pelas terceirizadas

A reportagem enfatiza ainda que o resultado da pesquisa é um alerta diante  da lei da terceirização, aprovada em março desse ano pelo governo Temer, e que libera a terceirização para todas as atividades das empresas.

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