Alguns significados do escracho

Hoje (13/06), em sua coluna, no jornal O Globo, a jornalista Miriam Leitão narrou o ataque que sofreu de delegados(as) petistas (oriundos do Congresso do PT) em voo de Brasília ao Rio no dia 03/06.

Pois bem, o escracho evidentemente significa ódio, mas acima de tudo, ausência de política, haja vista, o escracho não leva à nada, aliás, faz da vítima protagonista da história. O escracho é um momento em que o escrachador(a) torna-se o opressor impondo o seu ritmo, a sua ideia. Ao escrachado representa a humilhação.

Uma sociedade em que existe o humilhador e o humilhado, o servo e o serviçal, o opressor e o oprimido não é um desejo e nem os valores dos democratas, progressistas, socialistas, comunistas, infelizmente, é a sociedade em que vivemos e desejada e cultuada por alguns.

Como é sabido, nos últimos tempos, as Organizações Globo, que posam de isentas, são uma das responsáveis por este culto à humilhação, ao ódio. Para quem tem alguma dúvida, basta consultar o site www.manchetômetro.com.br e observará as análises principalmente eleitorais e o nível tendencioso da grande mídia brasileira. Aos míopes, há uma confusão entre os donos do capital e aqueles(as) que vivem do trabalho.

Evidentemente, Miriam Leitão, vende sua força de trabalho às Organizações Globo, pode até ser íntima da família Marinho, mas em momento nenhum é representante do capital. Em suas análises, sempre com uma opinião pró-capital (o que é seu Direito), tenta aproximar-se, mas jamais será como são os Marinho, os Frias, os Civita. Entretanto, lembremos, é assim que comporta-se grande parte da classe média brasileira, o que, de certa maneira, torna-se um fetiche,  uma espécie de ser capitalista sem nunca poder sê-lo. Portanto, restam à eles(elas) a defesa intransigente do capital.

Este quiproquó não justifica nenhum tipo de escracho, ao contrário, deveria ser um momento em seus locais apropriados de politização, principalmente da esquerda.

Neste sentido, ao confirmar o que diz, fica aqui nossa solidariedade à trabalhadora Miriam Leitão.

Os valores que os verdadeiros progressistas, socialistas, comunistas defendem são a solidariedade, a compreensão, o amor, o afeto, o companheirismo, a generosidade, a liberdade, ou seja, a construção de uma sociedade de livres indivíduos livremente associados. Não é a sociedade do escracho.

A generosidade é ainda o melhor negócio para a humanidade e não para o capital.

PS: Penso que, Miriam ao sentir-se vitimada deveria fazer um Boletim de Ocorrência ao invés de um texto, assim como fez Guido Mantega quando foi escrachado em um restaurante em São Paulo, após o registro do BO e abertura de inquérito o agressor redimiu-se. Um texto e sua repercussão pode tender a ampliar o escracho e a cultura do ódio.

 

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