A Argentina nos ensina

Ontem, 20/06, no estádio do Arsenal de Sarandí, no cinturão industrial ao sul de Buenos Aires, constituiu-se a Unidade Cidadã (UC) composta pela Frente Grande, Partido Kolina, Partido Nuevo Encuentro y el Partido de la Victoria, liderada por Cristina Kirchner, uma frente ampla com partidos políticos e movimentos sindicais e sociais com vistas a combater as políticas liberalizantes de Mauricio Macri.

A Unidade Cidadã segue os mesmos passos que o Uruguai na eleição de Tabaré Vasquez, também na mesma linha, estão os nossos irmãos portugueses que estão governando com uma frente ampla progressista e não estão executando políticas públicas e econômicas liberalizantes propostas pela União Europeia e, ao contrário do que pensam a ortodoxia econômica, estão atingindo os objetivos das políticas fiscal e monetária com crescimento econômico e distribuição de renda.

Transpondo-se para a realidade brasileira, é essencial a construção de uma frente ampla e progressistas, para além da criada em 1989 com vistas a eleição de Lula. Evidentemente, as pesquisas eleitorais, são completamente favoráveis à eleição de Lula, entretanto, é importante lembrar, as mesmas pesquisas em 1993 para eleição de 1994 e as pesquisas em 1997 para eleição de 1998, apresentavam sempre a vitória de Lula em primeiro turno. Sabemos o que aconteceu.

Como é de conhecimento da maioria, pesquisa não ganha eleição, para tanto, é necessário compreender, independentemente da candidatura de Lula, as eleições de 2018, para o conjunto progressista e de esquerda de nossa sociedade, serão duríssimas, apesar da baixíssima popularidade do golpismo em conjunto com um dos principais partidos de sustentação, o PSDB.

Os últimos movimentos demostraram que as forças progressistas unidas são fortes, haja vista, a luta contra o impedimento da presidenta Dilma, a luta contra as reformas arbitrárias do golpismo, o Fora Temer e, mais recentemente, pelas Diretas Já.

Neste sentido, as perguntas centrais são: O que nos une? Quais são as perspectivas de uma união ampla em torno de uma candidatura e de um programa? Quais partidos e setores da sociedade civil, para além da Frente Brasil Popular, poderiam ser agregados? Quais setores acadêmicos? Quais setores do capital industrial?

Enfim, estamos em momento em que a compreensão e a generosidade política devem falar mais alto com objetivo de construir uma Nação cidadã e para Todos(as).

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