Brasil: Produção na indústria aumenta, mas emprego continua em queda

De acordo com pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), os dados de atividade levantados pela Sondagem Industrial mostram recuperação, após o fraco mês de abril. A produção e a utilização da capacidade instalada (UCI), que haviam recuado fortemente no mês anterior – influenciados pelo grande número de feriados –, cresceram em maio.

A UCI alcançou 66%. O percentual se iguala ao de 2015 e é 2 pontos percentuais superior ao registrado em 2016, embora inferior ao registrado pela pesquisa na média para o mês de anos anteriores (73%, considerando a média para os meses de maio entre 2011 e 2014).

Contudo, os resultados mais favoráveis de maio não afetaram as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses ou sua disposição para investir. Os índices de expectativas dos empresários mantiveram-se inalteradas na passagem de maio para junho, assim como o índice de intenção de investimento.

 

Produção aumenta após mês atípico

A produção industrial aumentou em maio, na comparação com abril. O índice de evolução da produção voltou a situar-se acima dos 50 pontos, em 53,8 pontos. Esse aumento da produção ocorre depois de um mês atípico, com um grande número de feriados. O emprego industrial permaneceu em queda, ainda que em ritmo menor. O índice de evolução do número de empregados aumentou 1,1 ponto, para 48,1 pontos, se aproximando da linha divisória de 50 pontos. A distância do índice para a linha divisória, que indica estabilidade do emprego, é a menor desde abril de 2014.

 

Ociosidade se reduz

A utilização média da capacidade instalada (UCI) alcançou 66% em maio, um aumento de 3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com abril. Com o aumento, o índice passa a situar-se 2 p.p. acima do registrado em 2016 e se iguala ao registrado em 2015.

Apesar do aumento da UCI, a atividade permanece muito abaixo do usual. O índice de UCI efetiva/usual aumentou 4,4 pontos e foi a 41,0 pontos, valor muito distante da linha divisória de 50 pontos.

 

Estoques estabilizados

Os estoques seguem estáveis e em nível planejado pela indústria. O índice de evolução dos estoques ficou em 50,7 pontos, enquanto o índice de estoques efetivo-planejado registrou 49,8 pontos, ambos próximos à linha divisória de 50 pontos.

 

Expectativas do empresário não se alteram

Todos os índices de expectativa levantados pela Sondagem Industrial mantiveram-se inalterados em junho, na comparação com o registrado em maio. Para os próximos seis meses, os empresários esperam aumento da demanda e da quantidade exportada, pretendem aumentar as compras de matérias-primas e acreditam em redução do número
de empregados.

 

Intenção de investimento segue baixa

A intenção de investir do empresário industrial não se alterou na passagem de maio para junho de 2017. O índice de intenção de investimento recuou 0,1 ponto, para 46,5 pontos. Desde fevereiro o índice oscila entre 46,5 e 47 pontos.

 

Perfil da amostra: 2.354 empresas, sendo 963
pequenas, 850 médias e 541 grandes.
Período de coleta: 1 a 12 de junho de 2017

 

 

 

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