Desenvolvimento em países mais pobres depende de acesso a energia

Expandir o acesso a fontes adequadas, confiáveis e acessíveis de energia é essencial para os países mais pobres do mundo saírem dessa condição, segundo relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

De acordo com o documento, os 47 países menos desenvolvidos do mundo estão ficando muito atrás dos países em desenvolvimento no que se refere ao fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. Embora tenham feito grandes progressos nos últimos anos, para atingir o objetivo global de acesso universal à energia até 2030 precisam aumentar em 350% sua taxa anual de eletrificação.

Na classificação da UNCTAD, os países menos desenvolvidos do mundo são Afeganistão, Angola, Bangladesh, Benin, Butão, Burkina Faso, Burundi, Camboja, República Centro-Africana, Chade, Comores, República Democrática do Congo, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Haiti, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia, Moçambique, Mianmar, Nepal, Níger, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Timor-Leste, Togo, Tuvalu, Uganda, Tanzânia, Vanuatu, Iêmen e Zâmbia.

“Atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7 não é apenas uma questão de satisfazer as necessidades básicas de energia dos domicílios”, disse o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi, em Genebra, pouco antes da publicação do relatório. “Isso em si tem valiosas implicações no bem-estar, mas precisamos ir além. Para a eletrificação transformar as economias mais pobres, o fornecimento de energia moderna precisa estimular aumentos de produtividade e destravar a produção de mais bens e serviços”.

“O uso produtivo de energia é o que transforma acesso em desenvolvimento econômico, e o que garante que investimentos em infraestrutura de eletricidade sejam economicamente viáveis. Mas isso significa olhar para além de satisfazer as necessidades básicas dos domicílios e mirar na transformação do acesso à energia — satisfazendo também as necessidades dos produtores que demandam uma energia adequada, confiável e acessível”.

Esse relacionamento de duas vias entre o uso produtivo de energia e o desenvolvimento econômico permanece muito fraco nos países mais pobres do mundo. Mais de 40% dos negócios operando nessas nações são prejudicados por eletricidade inadequada, não confiável e cara. Na média, sofrem 10 cortes de energia por mês, cada um com duração de cerca de cinco horas, e isso custa 7% do valor de suas vendas.

Enquanto na média 10% da população em países em desenvolvimento não têm acesso acesso à eletricidade, esse é o caso de mais de 60% da população dos países mais pobres. Reunidos, esses países têm apenas 8% da capacidade de outras economias em desenvolvimento para gerar eletricidade por pessoa, e quase 2% dos países mais ricos.

Clique aqui para acessar o relatório completo (em inglês).

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