Entidades científicas criticam corte de recursos para subsidiar preço do diesel

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e mais de 40 entidades científicas e acadêmicas nacionais lançaram, nesta segunda-feira (4), um manifesto contra a decisão do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) de retirar recursos do orçamento da educação, saúde, ciência e tecnologia para subsidiar o desconto no preço do óleo diesel aos caminhoneiros.

Segundo as entidades, os cortes, feitos por meio da Medida Provisória 839/2018, atingem instituições e programas fundamentais para o futuro do País e da qualidade de vida de sua população, como a concessão de bolsas de estudo para estudantes de Instituições de Ensino Superior, do Ministério da Educação.

No Ministério da Saúde, o corte atingirá importantes programas da Fiocruz e do Fundo Nacional de Saúde (Funasa), e prejudicará ainda o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com cortes nos programas Mais Médicos e Farmácia Popular.

Para a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, o acordo proposto pelo governo ilegítimo de Temer, para reduzir o preço do litro do óleo diesel, sairá caro para os trabalhadores e trabalhadoras bem como para a sociedade em geral.

“Na prática, essa MP agravará ainda mais a desigualdade e provocará o aumento da pobreza, além de deixar a população desassistida em serviços de saúde, principalmente em ações de vigilância sanitária e qualificação de programas, como o Mais Médicos”, critica.

“Esse é o retrato de um governo golpista que não tem o menor comprometimento com a melhoria de vida da população.”

Outro corte anunciado pelo ilegítimo Temer e criticado pelas entidades científicas está na agricultura. A Embrapa, por exemplo, ficará impedida de realizar pesquisas que agregam valor à produção agrícola e beneficiam a segurança alimentar e a pauta de exportações do País.

As entidades que assinam o manifesto contra os cortes do governo apelam aos parlamentares para que “revertam esse quadro trágico, referente ao Orçamento da União, à MP 839/2018, e ao persistente contingenciamento de recursos, de modo a dar à educação, à saúde, e à ciência, tecnologia e inovação o papel que precisam ter como pilares essenciais de um projeto sustentável de desenvolvimento econômico e social.”

Leia a íntegra da nota.

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