Brasil ocupa 51ª posição em ranking de consultoria sobre aceitação de estrangeiros

O Brasil ocupa a 51ª posição no ranking de 139 países da consultoria Gallup, que calculou entre suas populações um índice de aceitação de estrangeiros. Numa escala de 0 a 9, em que a pontuação mais alta equivale a taxas maiores de receptividade, os brasileiros marcaram 6,38, número acima da média global (5,29). Dados da instituição foram divulgados neste mês pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Para chegar a um número capaz de medir atitudes positivas em relação a pessoas de outros países, a Gallup chamou entrevistados que deviam responder se achavam bom ou ruim três situações: migrantes vivendo no país; um migrante se tornando seu vizinho; e um migrante se casando com um dos seus parentes. Amostragem foi realizada em 2016 e 2017 e divulgada no início de junho.

No Brasil, 53,6% dos participantes do levantamento disseram que todos os três cenários são fatos positivos. Na Islândia, o país mais acolhedor do ranking, esse índice chegava a 85,7%. Outros 10,7% dos brasileiros afirmaram que as três possibilidades são ruins, enquanto entre os islandeses, a proporção caía para 2,3%. Quase 6% dos brasileiros responderam às três perguntas “depende” ou “não sei”.

As duas nações estão entre os 77 países acima da média global. Em todo o mundo, apenas 36,8% de todos os entrevistados consideraram as três situações como positivas. Em torno de 13% acreditam que as três hipóteses são “algo ruim”, e 16,2% responderam a todas as conjunturas com “depende” ou “não sei”.

Brasil: país mais receptivo?

No ranking da Gallup, o Brasil ficou na frente de países como Rússia, Grécia, Israel e Polônia, todos com índices de aceitação abaixo dos 3,5. O país com o pior nível de receptividade é a Macedônia (1,47), onde apenas 2,8% dos entrevistados avaliaram como inteiramente bom o conjunto de três cenários envolvendo a chegada de estrangeiros. Pouco mais de 58% concluíram que as três situações são ruins.

Mas o país sul-americano está atrás dos Estados Unidos, Espanha, Canadá e Austrália — com índices superiores a 7,4 — e também do Reino Unido, Portugal, Alemanha, Itália, França e a vizinha Argentina.

Uma das razões que pode explicar o desempenho do Brasil é o convívio com migrantes, fator associado pela Gallup a índices mais altos de receptividade. Atualmente, estrangeiros representam apenas 0,9% da população vivendo no país. Dos brasileiros entrevistados, 38,5% disseram já ter conhecido um migrante. Ambas as taxas são bem menores que as encontradas na Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos e Itália, onde pelo menos 70% dos habitantes conhecem pessoas de outros países e no mínimo 8% da população é migrante.

Acesse a pesquisa da Gallup clicando aqui.

Em 2015, a Gallup perguntou a entrevistados se eles acreditavam que o lugar onde moravam era acolhedor para estrangeiros. Entre os brasileiros, 66,8% afirmaram que sim. A mesma percepção foi avaliada como mais popular entre os argentinos (71,4%), franceses (74,3%), estadunidenses (76,4%) , espanhóis (84,2%) e canadenses (85,5%). Já no México, Bolívia e Venezuela, a porcentagem foi bem menor — 49,6%, 57,2% e 43,6%.

A OIM divulgou algumas das descobertas da Gallup e incorporou estatísticas na sua plataforma online e gratuita Migration Data Portal. Para saber mais sobre os fenômenos migratórios, opinião pública, políticas e percepções sobre integração, acesse o portal clicando aqui.

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