Brasil: Geração de precarização

O Brasil registrou no mês de maio a menor taxa de geração de empregos formais deste ano. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram criadas 33.659 vagas de emprego com carteira assinada no mês passado, contra as 115.898 vagas criadas em abril – o resultado representa uma queda de 82.239 empregos em relação ao mês anterior. Até na comparação com maio de 2017, quando houve abertura de apenas 34.253 vagas, houve redução de 594 postos de trabalho.

Precarização

Dos 33.659 trabalhadores e trabalhadoras que conseguiram empregos com carteira assinada em maio, cerca de 10% (3.220) assinaram contratos de trabalho intermitente, forma precária de contratação legalizada pela lei trabalhista do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) no ano passado – quem tem contrato intermitente pode receber menos até do que um salário mínimo por mês, já que trabalhará apenas nos dias em que for convocado pelos patrões.

Dos 3.220 contratos intermitentes, mais da metade (1.388) foi no setor de serviços. As ocupações mais constantes foram as de vigilante (193), atendente de lojas e mercados (161), embalador a mão (147), mecânico de manutenção de máquinas (137) e recepcionista (133).

“E Temer continua falando em recuperação da economia”, ironiza o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Não há um único índice positivo neste desgoverno, até a inflação está voltando aos patamares da década de 1990. Como eu sempre digo, só há uma maneira de acabar com essa tragédia nacional: escolher candidatos que representam os interesses da classe trabalhadora nas eleições deste ano”, diz Vagner.

Queda no salário

O salário médio de admissão no mês passado foi de R$ 1.527,11, enquanto os demitidos recebiam R$ 1.684,34.

Empregos gerados nos setores

A agropecuária contratou 29.302 trabalhadores e trabalhadoras: o setor de serviços, 18.577; a construção civil, 3.181; serviços industriais de utilidade pública; 555; extrativa mineral, 230 postos; e administração pública, 197.

Queda no nível de empregos

Os setores que mais demitiram foram o de comércio (menos 11.919 postos) e indústria de transformação (queda de 6.464 postos).

Estados com mais queda no nível de emprego

Paraná registrou o pior saldo de empregos em um mês neste ano. A diferença entre admissões e desligamentos foi de 1.798 postos de trabalho. O resultado é 24,4% menor do que no mesmo mês de 2017, quando foram criados 2.379 empregos com carteira assinada no estado, de acordo com o Caged.

Paraíba perdeu 703 postos de trabalho formal em maio em relação ao mês anterior. O setor que mais perdeu vagas de emprego com carteira assinada foi a indústria de transformação, com menos 480 postos. Os subsetores que impulsionaram a queda foram os de indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (-146), de calçados (-140) e têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (-112). A construção civil registrou queda de 291 vagas. Campina Grande foi a cidade com maior perda de vagas de emprego em maio, com menos 394, seguida de Cabedelo (-136).

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