Indústria brasileira sentiu os impactos da paralisação dos transportes de cargas

A atividade industrial, que já mostrava dificuldades em retomar o crescimento, sofreu forte abalo em maio. A interrupção do fluxo de mercadorias reduziu fortemente a produção industrial, aumentou a ociosidade e provocou acúmulo de estoques indesejados.

As expectativas continuaram em trajetória de piora. Apesar disso, as perspectivas com relação à demanda, quantidade exportada e compras de matérias-primas ainda são positivas. Contudo, o empresário passou a esperar queda no emprego nos próximos seis meses. A intenção de investir também segue em queda.

A produção industrial mostrou forte queda em maio. O índice de evolução da produção ficou em 41,6 pontos, bastante abaixo da linha divisória de 50 pontos. O resultado foi claramente influenciado pela interrupção dos serviços de transportes terrestres em maio, que prejudicou o fluxo de insumos e mercadorias. A produção industrial costuma aumentar na passagem de abril para maio; foi o que ocorreu entre 2011 e 2013 e em 2017 – este último influenciado pelo grande número de feriados em abril daquele ano. Na comparação com 2017, o índice de maio de 2018 é 12,2 pontos menor.

O índice de número de empregados situou-se em 48,3 pontos em maio, abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que denota queda do emprego. Desde fevereiro o emprego encontrava-se relativamente estável, ao registrar índice próximo à linha divisória.

O otimismo do empresário com relação à demanda futura se reduziu pelo terceiro mês consecutivo em junho. O índice de expectativa de demanda diminuiu 1,4 ponto em junho (acumulando recuo de 4,1 pontos nos últimos três meses). Apesar disso, o índice permanece acima da linha divisória de 50 pontos, em 54,9 pontos. A intenção de compras de matérias-primas também permanece positiva, embora em trajetória de queda. O índice ficou em 53 pontos, 1,3 ponto abaixo do registrado em maio, somando 3,7 pontos de queda no último trimestre.

O índice de expectativa de quantidade exportada manteve-se praticamente estável, em 54,1 pontos (recuo de 0,1 ponto frente a maio), indicando que os empresários acreditam em aumento das exportações. O índice de expectativa de número de empregados, por sua vez, voltou a mostrar perspectivas de queda do número de empregados, o que ainda não havia acontecido em 2018. O índice recuou 1,0 ponto em maio – para 48,9 pontos – acumulando queda de 2,5 pontos nos últimos três meses.

A intenção de investir do empresário está em trajetória de queda. Com o resultado de junho, são quatro meses consecutivos de redução da intenção de investir. O índice ficou em 50,5 pontos, 1,7 ponto menor que o registrado em maio e 3,1 pontos menor que o registrado em fevereiro de 2018, quando o índice atingiu seu máximo recente. Não obstante o desempenho dos últimos meses, a comparação com junho de 2017 ainda é favorável: crescimento
de 4 pontos.

 

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